![]() |
Algumas mudanças a gente é obrigada a aceitar. Tipo quando o pai é transferido pela empresa para um lugar distante. Mas têm outras que a gente é quem decide fazer, mesmo com uma dor no coração. É o caso do fora que resolvemos dar naquele namorado que amamos, mas que, no fundo, não nos faz felizes. Ambas as transformações dão frio na barriga! E por que isso acontece? A psicóloga Olga Tessari responde: "Tudo que é novo assusta, já que a tendência é acreditar que o desconhecido pode vir a nos trazer algo ruim". Daí, o medo é tão grande que muitas garotas preferem ficar com o velho e conhecido, mesmo que ele já não corresponda às expectativas. Só que, quando desistimos antes mesmo de tentar mudar, também não consideramos a possibilidade de que a situação nova poderá nos fazer mais felizes. Larissa Passos, de 15 anos, é um exemplo disso. Ela decidiu que precisava mudar de colégio. "Eu não estava contente com a minha turma de amigos e insisti muito para meus pais me matricularem em outra escola. No começo, me arrependi, mas logo consegui me enturmar. Agora, tenho várias amigas nesse colégio". Para conhecer a galera da escola nova, Lari teve de vencer a sua própria timidez. Taí outro ponto positivo das mudanças. "Elas nos ensinam que nada é permanente, nos fazem crescer e nos deixam fortes para lidar com os problemas da vida", diz a psicóloga Silvia Malamud.
Oportunidade ou desafio?
Morgana Martins, de 15 anos, virou uma verdadeira expert em fazer novos amigos. Nos últimos cinco anos, perambulou com os pais da Bahia para o Rio Grande do Sul, e, de lá, para o Maranhão. E pensa que a peregrinação ficou por aí? "No final do ano vou para o Rio de Janeiro", conta. Sem endereço certo por causa do trabalho dos pais, ela jura que já se acostumou a essa "rotina". "Eu sempre aprendo com as mudanças que faço. Conheço novas culturas, gente diferente e, assim, acabo amadurecendo também. Tento sempre ver o lado bom das situações", ensina. Segundo as especialistas, a estratégia da Morgana está certíssima. Afinal, ver oportunidades em vez de desafios é o jeito mais fácil de lidar com as transformações que nos são impostas. "Se a mudança é realmente necessária, não adianta ficar reclamando. Melhor que isso é se abrir para aprender, conhecer e experimentar as novidades que surgirem", indica Tessari. É claro que os primeiros dias depois de uma ruptura brusca são sempre os mais difíceis. Portanto, é nessa fase que vai ser preciso esforçar-se para tentar se adaptar à sua realidade. E uma tática que funciona, nesse sentido, é evitar as comparações. "Não vale ficar lembrando as situações antigas.
Outra coisa que ajuda é se ocupar, buscar atividades que lhe deem prazer, para não cair na melancolia", avisa a psicóloga.
Morgana Martins, de 15 anos, virou uma verdadeira expert em fazer novos amigos. Nos últimos cinco anos, perambulou com os pais da Bahia para o Rio Grande do Sul, e, de lá, para o Maranhão. E pensa que a peregrinação ficou por aí? "No final do ano vou para o Rio de Janeiro", conta. Sem endereço certo por causa do trabalho dos pais, ela jura que já se acostumou a essa "rotina". "Eu sempre aprendo com as mudanças que faço. Conheço novas culturas, gente diferente e, assim, acabo amadurecendo também. Tento sempre ver o lado bom das situações", ensina. Segundo as especialistas, a estratégia da Morgana está certíssima. Afinal, ver oportunidades em vez de desafios é o jeito mais fácil de lidar com as transformações que nos são impostas. "Se a mudança é realmente necessária, não adianta ficar reclamando. Melhor que isso é se abrir para aprender, conhecer e experimentar as novidades que surgirem", indica Tessari. É claro que os primeiros dias depois de uma ruptura brusca são sempre os mais difíceis. Portanto, é nessa fase que vai ser preciso esforçar-se para tentar se adaptar à sua realidade. E uma tática que funciona, nesse sentido, é evitar as comparações. "Não vale ficar lembrando as situações antigas.
Outra coisa que ajuda é se ocupar, buscar atividades que lhe deem prazer, para não cair na melancolia", avisa a psicóloga.
A saudade faz parte
A leitora Paloma Souza Ferreira, de 16 anos, teve de ir, literalmente, mais longe, por causa de uma mudança repentina de trabalho do pai dela. Ela saiu de Porto Seguro, na Bahia, para Burgos, na Espanha, onde vive há três anos. "No começo, eu achava tudo ruim. Sentia muita falta das minhas amigas, quando me lembrava delas era aquela choradeira. Mas, aos poucos, vi que dava para continuar em contato com as pessoas de quem eu gostava no Brasil e, ao mesmo tempo, para fazer novas amizades aqui. E agora estou tão acostumada com a minha vida que não tenho mais a mínima vontade de morar em outro lugar", conta. O bacana das experiências da Paloma e da Larissa foi que elas não deixaram que a distância cortasse os laços que construíram com as galeras de que se separaram. E, com tanta tecnologia, essa nem é uma missão do tipo impossível, né?
"Falo com meus amigos por MSN e pelo Orkut. E as amizades de verdade não se perderam", garante Paloma. Em seu depoimento, Paloma também confessou pra gente que chorou litros por causa da mudança que precisou fazer. Coisa que, cá entre nós, qualquer garota da mesma idade que ela faria. Mas olha só: ela também foi esperta a ponto de não se entregar para a tristeza que a história toda provocou nela. "É importante chorar e desabafar sempre que sentir vontade, afinal, quando há uma ruptura, também acontece uma espécie de luto pelo que perdemos.
O que não vale é deixar que essa dor, que essa angústia a impeça de buscar novas experiências e de seguir adiante", diz Tessari. "Ter pena de si mesma não vai resolver nada, só vai servir para colocá-la ainda mais para baixo", complementa a psicóloga Silvia Malamud. Viu só?
O que não vale é deixar que essa dor, que essa angústia a impeça de buscar novas experiências e de seguir adiante", diz Tessari. "Ter pena de si mesma não vai resolver nada, só vai servir para colocá-la ainda mais para baixo", complementa a psicóloga Silvia Malamud. Viu só?

Nenhum comentário:
Postar um comentário